Parque Nacional do Catimbau é um destino praticamente desconhecido, mesmo no Nordeste do Brasil. Uma paisagem bem misturada de cactos, palmeiras, floresta e areia quente que da lugar a canyons espetaculares, cavernas e inscrições rupestres escondidas, feitas pelos antigos habitantes indígenas da terra. Um parque nacional, que existe desde 2002, com muitos tesouros que têm atraído pesquisadores por muitos anos.

De Ingá e Cabaceiras, viajamos pelo interior por um dia inteiro,  para alcançar a porta de entrada para o parque, a pequena cidade de Catimbau. Este é ainda dentro da região do Sertão, fica a mais de 200 km do Oceano Atlântico, no alto de um vasto planalto 800-1000m.

Nos divertimos bastante no caminho:

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Vamos, Zika!
Existem apenas dois lugares para se hospedar na cidadezinha do Catimbau, optamos por aquele mais próximo a praça, “Pousada Vale do Catimbau“. Que a dona é a Dona Zefina, ficamos em um quarto privativo com um aparelho anti-mosquito de outro mundo, uma engenhoca que super funciona. A Dona Zefinha cobra R$ 80 (€ 20) por pessoa, incluindo 3 refeições por dia. Fica super em conta, e você não precisa se preocupar em achar onde ir comer depois de uma trilha, a comidinha caseira estará à sua espera.

E para ficar melhor ainda, o marido da Dona Zefinha e o dono do bar na frente da praça, a nossa visita foi acompanhada por uma dose de cachaça de graça. Obrigado!

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Oi Macilio!
Para conhecer o Parque é interessante se contratar um guia, não existe sinalização mostrando onde as trilhas começam ou terminam. E em muitas é necessário entrar em uma propriedades privadas para seguir na trilha. Então contratamos o Macilio, que faz parte da associação de guias de Catimbau, que fica na praça. Como vocé percebe tudo acontece na praça, a cidade é minúscula. Dois dias é tempo suficiente para conhecer mais da metade do parque, mas só se você estiver com fôlego de passar o dia todo andando. Ele cobra R $ 100 (€ 24) por dia, algumas trilhas tem uma taxinha extra de no máximo R$ 5 (€1.25). Uma vez que o preço é por dia, é melhor ir em um grupo maior, se você puder. É bem provável que você tenha o parque só para si, durante a sua visita. Nada mais do que o barulho distante dos sinos de cabra para quebrar o silêncio.

 

Eles possuem:
Arcos de pedra (que é “A Igreja”)

Coisas perigosas espinhosas de todos os tipos

Frutas bem cremosas é super doces

Penhascos enormes

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Montanhas escamosas ( Causeway gigantes )

Inscrições antigas, até 6.000 anos de idade

Uma tomada em Skellig Mhicil, para gigantes

Inspirações em Gaudí

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É difícil exagerar o quão impressionante a visita foi. Uma paisagem completamente ausente de água, exceto por alguns chuvinhas breves, mas o lar de uma vasta floresta, cheia de frutos comestíveis. Em cada esquina, um novo recurso para surpreendê-lo, ou alguma nova planta com um uso surpreendente. Esta cura a gripe da galinha! Este é bom para a pressão arterial elevada!

Para fechar com chave de ouro a nossa visita, no final de semana era o dia do padroeiro da cidade, a maior festa da cidade. Festa do São José. Sábado à noite, a cidade ficou super viva ao som do forró (somente após a missa terminar, é claro), fogos de artifício duvidosos (vendidos no bar) e motocicletas rugindo. Como Mad Max, muitas familiar, e muita música!

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