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Super alto
Diamantina foi a segunda parada em nossos três dias de viagem de Ibicoara para Belo Horizonte. Nós não tínhamos sequer ouvido falar do lugar até que Marina recebeu uma dica aleatória que “valia a pena uma visita”, dai em vez de irmos para Montes Claros,como tínhamos planejados, seguimos ao Sul em direção a Diamantina.

Daí viemos a descobrir que Diamantina é o ponto mais ao norte de uma rota através Minas Gerais, conhecida como a “Estrada Real” link da web. O nome do estado “Minas Gerais” já diz bastante sobre a região, no século 18 a principal e quase a única renda era fruto da mineração, o que deu na construção dessas cidades com arquitetura super ricas no meio das montanhas mineiras. Imagine a mistura das casas antigas, mas super bem cuidadas, do  “velho oeste” americano, com vários bares e restaurantes com mesas nas ruas de pedra algo como o sul da França, foi esta estética que encontramos por aqui.

Hoje em dia, a cidade é conhecida por sua universidade e por ser a cidade natal de um dos presidentes mais famosos do Brasil, Juscelino Kubitschek. Conhecido popularmente como “JK”, foi presidente entre 1956-1961 , este foi um momento de grande crescimento, industrialização e desenvolvimento do país. Foi também quando a capital do Brasil mudou-se do Rio de Janeiro para a modernista, cidade planejada de Brasília.

Em homenagem a Diamantina, em 1950, JK convidou o grande arquiteto e amigo, Oscar Niemeyer, (que logo estaremos falando mais) para projetar um novo hotel para a cidade. Se você sempre quis se sentir como um hospede:

Eu recomendaria uma visita. Uma recepção  enorme com paredes escuras, painéis de madeira, tapetes vermelhos, pouca iluminação, corredores longos, e enormes fotografias do mesmo JK. O hotel se encaixaria bem melhor em uma praia, em algum lugar no Caribe, mas certamente não aqui em uma das antigas cidades de Minas.

Sendo uma cidade universitária, Diamantina tem institutos de pesquisa, e muitos bares. Começamos com os bares. O nosso favorito foi o Berola’s Bar do Gilmar, onde conhecemos a Mariana e a Kate, estudantes na universidade federal. Elas nos aconselharam experimentar a Berola, uma bebida super local, feita no bar mesmo. Tipo uma batida com iogurte,  “energética” , mas super forte. Eles vendem centenas no Carnaval, faz o maior sucesso. Tem um gosto horrível, mas nos deixou bêbados rapidinho, mas também né, depois de algumas cervejas e doses de cachaças esta batida… Ui! Subir as ladeiras de Diamantina até achar o hotel não foi a tarefa mais fácil do mundo.

Na manhã seguinte demos um pulo no instituto geológico Casa da Glória, um dos edifícios emblemáticos da cidade. Originalmente a casa da Glória, em seguida se tornou uma escola, um convento… uma ponte de madeira sobre a rua liga os dois casarões. Hoje é administrado por um projeto coordenado pelos governos alemão e brasileiro, e eles sediam intercâmbio para estudantes de geologia todo ano. Esta área é parte de um cadeia de montanhas, rica em recursos naturais, por isso os estudados pesados.

Nós também tentamos visitar a casa de Chica da Silva – mas, infelizmente, estava fechada. Ela foi uma pessoa única na história do Brasil – sua mãe uma escrava, seu pai um senhor de escravos Português. Ela foi vendido como escravo para um dono de minas de diamantes, com quem iniciou um romance e acabou se casando. Seus filhos se tornaram parte da nobreza imperial Português, e ela se tornou uma das mulheres mais poderosas do país, se não do continente.

Infelizmente, o nosso tempo em Diamantina foi breve, nós tivemos que continuar dirigindo para o sul. Depois de apenas uma noite, e metade de um dia, já tínhamos um sentimento muito bom por esta cidade. Foi uma bela introdução a esta região histórica e não a última que estaremos a desbravar. Tem muitas igrejas, pão de queijo e cachaça vindo aí pela frente.

Preços

  • Hotel Santiago: R$120 / €30 por noite
  • Jantar a Butequim de Quitanda: R$28 / €7 por pessoa
  • “Energético” : R$6 / €1.50
  • Instituto Geológico: De graça!

 

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